Atividades Realizadas
FÓRUM EMPRESARIAL DAS AMÉRICAS E FÓRUM EMPRESARIAL MERCOSUL - UNIÃO EUROPÉIA
Como forma de inserir competitivamente a América do Sul no contexto da Área de Livre Comércio das Américas, o Comitê das Rotas de Integração vem participando com trabalhos técnicos e proposições nas reuniões dos Foros Empresariais das América realizados em Belo Horizonte ( Brasil), São José da Costa Rica (Costa Rica), Toronto ( Canadá), Buenos Aires, Guaiaquil e Miami.
Assim, procedeu a apresentação na Costa Rica em 1997, de extenso trabalho sobre a infra-estrutura sul-americana e a proposição do estabelecimento de um Livro Branco onde passasse a serem relacionadas as lacunas de infra-estrutura da região.
Em 1999 no Canadá outro estudo apresentado no Grupo de Investimentos teve aprovado por consenso recomendações do maior significado e que oportunizaram o estabelecimento de medidas fomentadoras do macro planejamento da infra-estrutura sul americana:
- O estado deverá cumprir o papel de facilitador , promotor, regulador e supervisor dos investimentos.
- As instituições financeiras internacionais, especialmente o BID (na qualidade de Instituição Regional) deverá prover fundos adicionais para financiar investimentos em infra-estrutura física e social, bem como a reestruturação dos setores econômicos, colocando-se à disposição dos setores públicos e privados através de mecanismos simples e expeditos.
- Se recomenda aos Governos dos países membros que, na próxima Assembléia de Governadores do BID, proponham a ampliação da percentagem de recursos da entidade e destinados a empréstimos ao setor privado.
- Devido a crescente transferência de projetos de infra-estrutura ao setor privado na maioria dos países da região, se solicita também aos Governos que proponham no âmbito do Banco Mundial o início de uma política de empréstimos diretamente ao setor privado.
- O BID deverá contribuir ao financiamento de projetos de infra - estrutura de caráter transnacional.
- Devem ser criados mecanismos especiais, incluindo-se a formação de pessoal e assistência técnica, bem como também o acesso a linhas especiais de crédito as pequenas e médias empresas, com a finalidade de que se tornem globalmente competitivas e possam ingressar mos mercados estrangeiros ou desenvolver novas atividades empresariais.
Solicitar ao BID incrementar e agilizar os mecanismos de assistência técnica e financeira ao setor privado para o programa de fortalecimento institucional e de promoção de investimentos na região.
Em 2001 em Buenos Aires, também por proposição do Comitê das Rotas de Integração da América do Sul, foram ratificadas todas estas recomendações consensuais e aditada uma da maior relevância : Que a Corporação Andina de Fomento seja convidada a participar da formatação da ALCA, da mesma forma que o BID.
Em sintonia com a Coalizão Empresarial Brasileira, CEB. o CRIAS tem participado em todos os Fóruns relativos a implantação da ALCA, transcrevendo-se a seguir o texto integrante ao documento encaminhado pela CEB a reunião em Miami em novembro de 2003:
INVESTIMENTOS
1. Dada a existência no hemisfério de grandes disparidades econômicas entre países e entre regiões de um mesmo país, as instituições multilaterais de financiamento ao desenvolvimento, como o BID, a CAF (Corporação Andina de Fomento), EIB e o Banco Mundial, devem mobilizar recursos financeiros importantes para a implementação de um Fundo de Integração e Desenvolvimento voltado para a realização de investimentos em infra-estrutura social e física nestes países e regiões, bem como em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Da mesma forma, e também, no Fórum Empresarial Mercosul – União Européia, realizado em outubro de 2003 em Brasília, originário de proposta do CRIAS foi aprovada a resolução a seguir transcrita:

MERCOSUR/EUROPEAN UNION BUSINESS FORUM
BRASILIA DECLARATION
Brasilia, October 2003 – 28, 29,30
3. INVESTMENT, PRIVATISATIONS AND FINANCIAL SERVICES
3.7 - MEBF considers that multilateral banks (e.g. IADB, WB) should increasingly co-finance private infrastructure projects. The IADB can use only 5% of its resources to make loans to the private sector. This 5% has been lent and the bank needs the authorization of the directors representing the member countries to increase this percentage to 10%. Multilateral banks should allocate alternative sources of finance such as the creation of special funds geared at infrastructure projects. The MEBF believes that Mercosur governments should facilitate, through the approval of adequate legislation, participation of private companies in the creation and management of all sorts of infrastructures. The EU should assist in the identification, financing and implementations of infrastructure projects in Mercosur countries (especially in cross-border projects).
Estes posicionamentos evidenciam a liderança do CRIAS nas ações protagônicas que objetivam estabelecer os fundamentos para o desenvolvimento auto-sustentável da região.