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SÚMULA DA TERCEIRA REUNIÃO CONJUNTA ENTRE ORGANISMOS GOVERNAMENTAIS E DO SETOR PRIVADO INTEGRANTES AO P.I.F.E.C., REALIZADA NO RIO DE JANEIRO, DIA 22 DE SETEMBRO DE 2005 NA SEDE DO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL, BNDES. Atendendo convite do Comitê das Rotas de Integração da América do Sul, reuniram-se na cidade do Rio de Janeiro no dia 22 de setembro de 2005, com início às 9h30minutos, representantes dos seguintes organismos do governo federal e do setor privado conforme registro na lista de presença: BNDES, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social os senhores Leonardo Botelho, Rafael Marchesini, André Rüttimann e Dalmo Marchetti; Ministério dos Transportes, senhor Afonso Carneiro Filho, senhor Luiz Carlos Rodrigues Ribeiro, representado pelo senhor Laerte Corrêa Marques; CAMEX, senhor Jaime Herzog; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, senhor Leandro Freitas Castro; Ministério das Relações Exteriores, senhor Augusto César Castro; Departamento de Aviação Civil, DAC, senhor Antonio Smania; CNI, Confederação Nacional da Indústria, senhor Wagner Cardoso; CEBRI, Centro Brasileiro de Relações Internacionais, senhora Adriana Queiroz; FIERGS, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, senhor Francisco Queiroz Junior; CRIAS, Comitê das Rotas de Integração da América do Sul, senhor Joal Teitelbaum.Comunicaram a impossibilidade de comparecer os senhores Alfredo Rizkallah e Alberto Pfeiffer, do Conselho de Empresários da América Latina, CEAL; UPADI, União Panamericana de Engenheiros, senhor Cláudio Dall´Ácqua; ANEOR, Associação Nacional de Empresas Rodoviárias, senhor José Alberto Pereira Ribeiro; Ministério de Minas e Energia, senhor José Antonio Corrêa Coimbra. Iniciados os trabalhos o presidente do CRIAS, Comitê das Rotas de Integração da América do Sul, procedeu aos agradecimentos pela efetiva e comprovada aceitação do convite pelos organismos governamentais e setor privado e da mesma forma ao BNDES que cedia suas instalações e equipamentos para esta terceira reunião do P.I.F.E.C., bem como expressou as boas vindas aos representantes do CEBRI e do MRE. Não tendo ocorrido anteriormente a esta segunda reunião qualquer manifestação sobre a súmula da primeira reunião, foi colocada a mesma em apreciação, tendo sido aprovada sem ressalvas. 1
- Como primeiro item da pauta foi procedida a apresentação
de trabalho de parte da delegação do BNDES, “ Departamento
de Comércio Exterior e Integração da América
do Sul”, focado essencialmente na parte de exportação
de serviços de engenharia. Os apresentadores ressaltaram ainda
o amplo apoio do BNDES, através de sua área de Infra-Estrutura,
aos projetos de infra-estrutura no Brasil, muito dos quais com caráter
de integração física e energética com os países
vizinhos. PARA
VER: A apresentação motivou um amplo debates; tendo sido ressaltados pontos como: 1.1
– A necessidade de retomar-se a iniciativa do CRIAS em 2002 para
formação de um Fundo que poderia ser constituído
por capitais nacionais e internacionais, públicos e privados, para
projetos e obras de infra-estrutura e de energia, independente da conta
País e cujo detalhamento é integrante às recomendações
do IV Congresso Internacional das Rotas de Integração da
América do Sul e que se encontra no site do CRIAS. 1.4 - Foi referenciado que os então denominados eixos de desenvolvimento ou corredores da integração do Brasil com os demais países da América do Sul, apresentados pelo CRIAS ainda em 1998 e que foram, quase que em sua totalidade considerados válidos em 2000 quando da instalação da IIRSA, objetivavam produzir o desenvolvimento harmônico nacional. 1.5 – Considerou-se como necessário o acompanhamento pelo BNDES nestes processos que se desenvolvem entre os setores públicos e privados para a formatação de políticas de integração física e de logística, no vetor de racionalização e priorização de recursos onde, sem perder o foco no que concerne aos demais países sul-americanos, também quantificar recursos de envergadura para os projetos internos ao Brasil, sendo reconhecida a ação da instituição neste sentido. 2
– Passou-se ao item seguinte “Formatação do
Banco de Projetos – Considerações dos Componentes
do PIFEC”. Analisou-se inicialmente o constante da síntese
da segunda reunião do PIFEC em junho último e o disposto
na priorização regional definida pela IIRSA. 2.5 – Nesta interação de comércio exterior e de fortalecimento da infra-estrutura física interna e da logística, a representação da CAMEX sugeriu e houve convergência, não tendo havido manifestação em contrário, de que o CRIAS poderá servir como um centro gerador de uma ação do setor privado reunindo a CNI, a CEAL, a ANEOR, o CEBRI e outros representantes do setor privado para acessar o Poder Central e na ausência de instalação do CONIT, direcionar-se a Casa Civil da Presidência da República para buscar estabelecer este planejamento integrado e da ação participativa do setor privado no processo. Prontificou-se a auxiliar, ainda, de que a CAMEX que reúne os diversos Ministérios voltados a intensificar e consolidar a participação do Brasil no Comércio Exterior, com uma ativa participação em esta iniciativa. 3 - Como item subseqüente da pauta “Calendário das Reuniões promovidas para apresentação das oportunidades para o setor privado decorrente do Projeto IIRSA – Talleres VESA – Proposta de uma estratégia sub-regional. O CRIAS relatou os contatos mantidos com o novo Diretor do BID-INTAL, senhor Ricardo Carciofi e a continuidade de ações entre o CRIAS e este organismo que hospeda o CCT da IIRSA em Buenos Aires. Com
a palavra o representante do Ministério do Planejamento o mesmo
fez breve exposição sobre os trabalhos que a IIRSA vem desenvolvendo
dentro das 31 prioridades estabelecidas na reunião de Cuzco em
dezembro de 2004 e que se encontram no site da IIRSA. O representante
do CRIAS congratulou-se com as ações que o MPOG do Brasil
vem desenvolvendo ante a IIRSA e o esforço que tal fato representa,
tanto na parte operacional como política/diplomática, para
que a iniciativa IIRSA não seja considerada como um projeto brasileiro,
mas sim de âmbito sul-americano, onde somam-se as ações
do Itamaraty e que o CRIAS estará sempre à disposição
para colaborar, lembrando sua constituição ainda em 1996
quando da visita do Presidente do Chile ao Brasil, senhor Eduardo Frei
Ruiz-Tagle e da participação do CRIAS em agosto/setembro
de 2000, em Brasília, quando foi constituída a IIRSA. Antes do encerramento deste tópico da pauta e evidenciando as ações que o setor privado brasileiro vem desenvolvendo na conscientização deste processo de integração, a representante do CEBRI relatou o trabalho que este organismo vem realizando, em consonância com o BID, tendo já realizado sessões com a presença de representantes de governo e do setor privado na Venezuela, Paraguai, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Suriname, 4
- O item seguinte da pauta constou de apresentação do representante
do CRIAS, a saber, “ Análise das conclusões do Seminário
Internacional promovido pelo BID em julho no Rio de Janeiro e o do realizado
em Buenos Aires pelo BID/INTAL em agosto, com foco específico na
bipolaridades econômica e investimentos em infra-estrutura”. PARA
VER: PARA
VER: CONSIDERAÇÕES DO COMITÊ DAS ROTAS DE INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL, CRIAS, SOBRE OS TRABALHOS E PALESTRAS PROFERIDAS NA CONFERÊNCIA PROMOVIDA PELO BID EM 6 E 7 DE JULHO NO RIO DE JANEIRO SOB O TEMA “PROFUNDIZACIÓN DEL MERCOSUR Y EL DESAFIO DE LAS DISPARIDADES” E “PERSPECTIVAS DE LA INTEGRACIÓN EM AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE A COMIENZOS DEL SIGLO XXI. LOS 40 AÑOS DE CREACIÓN DEL INTAL”EM 24 DE AGOSTO EM BUENOS AIRES.* Joal
Tetelbaum, Presidente do CRIAS *Este documento foi elaborado pela Presidência do CRIAS para apresentação na 3a Reunião do P.I.F.E.C., hospedada pelo BNDES e realizada na cidade do Rio de Janeiro em 22 de setembro de 2005. Ocorrendo qualquer disparidade entre a análise procedida e o texto original dos palestrantes, prevalecerá sempre o texto original do palestrante. 1. INTRODUÇÃO Pretende o CRIAS com esta análise e apresentação de dados, focar a complexidade das questões que envolvem a integração física e econômica da América do Sul. Embora a América do Sul tenha predominantemente dois idiomas, espanhol e português abrangendo 10 de seus 12 países, excetuando-se os idiomas da Guiana e Suriname, contrastando com o ocorrido e o que vem ocorrendo na União Européia, e também no concernente as formas de governo dos países sul americanos predominantemente com regimes presidencialistas, contrastando mais uma vez com os países da Europa, para citar-se apenas um exemplo, a formatação e a composição organizacional dos Ministérios da sub-região América do Sul, com exceção dos Ministérios das Relações Exteriores, os Ministérios possuem denominação e organismos operacionais bem distintos entre os Países. Encaminhando-se
o CRIAS como uma entidade formatada no setor privado para o seu 10°
ano de criação tem-se um sentimento de que, embora os avanços
na área da integração, a América do Sul necessitaria
ter concretizado muito mais se tivermos a pretensão de poder competir
em melhores condições com a UE, com o NAFTA, com o sudeste
asiático e poder acompanhar o que se passa com a China, a Coréia
e a Índia bem como em outras sub-regiões da Terra. 2. PALESTRANTES** Autoridades
e conhecedores da maior representatividade política, técnica,
econômica e acadêmica das três Américas e da
Europa, bem como do BID por seu presidente e principais assessores, produziram
análises sobre os temas a seguir mencionados, citando-se, por exemplo: ** A nominata completa e os trabalhos disponibilizados se encontram no site do BID/INTA – www.iadb.org/intal 3.COMENTÁRIOS E ANÁLISES O
CRIAS vai procurar transcrever as observações procedidas
durante as apresentações, mantendo a ressalva que sempre
que ocorrer disparidade(s) entre estas e os textos originais, prevalecerão
estes. 3.2
– Expansão Asiática, o caso da China 3.3.5
– Retomar Esforços de Integração Física,
Energética, Comercial em uma Ação Política
Conjunta, 3.4
– A Integração Regional, o sistema multilateral
de comércio e dos eixos ao desenvolvimento Cenário: 3.6
– As Quatro Décadas da Integração
Regional Conclusão
4. CONSIDERAÇÃO FINAL Estas
assertivas decorrentes das apresentações de autoridades
e especialistas evidenciam a importância do pleno conhecimento do
cenário econômico em âmbito regional, como do seu inter
relacionamento com às ações que se desenvolvem na
rodada de Dohá e no rumo de WTO Plus e no Processo de Integração
Física e Energética da América do Sul. Rio de Janeiro, sede do BNDES, 22 de setembro de 2005.
Rua
Tobias da Silva 253 – 5° andar Esta análise apresentada pelo CRIAS motivou uma ampla e profícua rodada de debates, tendo o CRIAS procedido também a distribuição de uma análise gráfica do Banco Mundial* onde são analisados cenários de acesso à eletricidade na América Latina, China e Países de Renda Média, nos mesmos países o item de acesso à água potável, acesso à esgoto em % da população e km de estradas/km2; também os ganhos trazidos por infra-estrutura, ou seja o crescimento per capita que seria proporcionado a cada país se sua infra-estrutura se equiparasse a média dos tigres asiáticos, em %, analisando a Argentina , Brasil, Chile, México, Uruguai e Venezuela e finalmente um quadro em que é representado a porcentagem das empresas que vêem a infra-estrutuera de cada região como um problema, em %, estando a América Latina com uma porcentagem da ordem de 55% juntamente com o Oriente Médio e a África (maior índice, seguindo-se a África subsaariana, o Sul da Ásia, a Europa e Ásia Central e o Leste da Ásia e Pacífico o de menor índice, com cerca de 18%. Dois componentes pontuais foram convergentes nesta apresentação: A - Pela extensão e consistência do trabalho, o representante do CRIAS solicitou que cada participante do PIFEC realizasse estudo sobre o mesmo e que na próxima reunião fossem apresentadas as respectivas análises. B - Estas ações que o CRIAS vem desenvolvendo, segundo o representante da CAMEX, “ evidencia que o CRIAS no campo do setor privado, pode ser considerado como uma entidade que patrocina a integração nacional”. O representante do CRIAS reiterou, ainda, que a infra-estrutura física, a logística e a matriz energética se constituem nos gargalos mais acentuados para a integração da América do Sul e que estes componentes estão intimamente relacionadas com os aspectos econômicos regionais. Lembrou os estudos do BID em relação a proporcionalidade entre aplicação de recursos e crescimento do PIB e, que, certamente, somente através de uma engenharia financeira e que leve em consideração priorização/hierarquização de projetos associados ao retorno do investimento e que com isto a dívida interna de cada país não seja um fator impeditivo, é que a região poderá quebrar este circulo vicioso que já se estende por quase duas décadas. Finalizando, o representante do CRIAS relatou que antecedendo a esta reunião do PIFEC, o CRIAS procedeu a uma reunião de seus modais, aéreo, comunicações, energia, ferroviário, hidroviário, logística e rodoviário e que diversos projetos que são essenciais a integração nacional necessitam serem re-incluídos no PPA, pois desta forma será possível captar recursos, mesmo externamente, sendo citado o caso de trechos da BR-290 entre as cidades de Porto Alegre e Uruguaiana. Este documento estará, também, disponível no formato de apresentação em MS Power Point no site do CRIAS, www.rotasintegracao.org.br . 5 - Os dois últimos itens da pauta foram grupados, ou sejam: Proposições do Setor Privado com vistas a superação dos gargalos em infra-estrutura física, de energia, de comunicações, de logística. Comentários sobre os recursos financeiros e operacionais disponibilizados e as Conclusões e Propostas. (*) Os dois quadros decorrentes de dados do Banco Mundial fazem parte desta síntese como anexo. Somando-se as demais recomendações integrantes a esta síntese e anteriormente enunciadas, os participantes convergiram nas seguintes considerações e ou conclusões. 5.1 – Setor Governo e Setor Privado necessitam trabalhar em uma Agenda Positiva, eqüidistante de interesses corporativos, onde os objetivos específicos de cada modal ou região não podem se sobrepor aos objetivos do País. 5.2 – Buscar desenvolver ações para a maior ação participativa nos recursos definidos pelo BID conforme informado nesta reunião pelo representante do MPOG para realização dos projetos, enquadrando as prioridades para que os projetos hierarquizados se viabilizem, havendo a ressalva de em caso contrário, de serem custeados como fundo perdido. Este cenário será fundamental para concretização do Banco de Projetos. 5.3 - Compatibilizar os Projetos dos Países da América do Sul e o Projeto Nacional (Brasil), pois estando definidos os 31 projetos da América do Sul é primordial que se desenvolvam aqueles de competência nacional, produzindo-se assim a efetiva integração. 5.4 – Produzir um benchmarking de hierarquização nos projetos do Brasil, utilizando os mesmos princípios utilizados na hierarquização dos projetos da IIRSA, tendo presente os fundamentos do “custo x benefício”, ou o quanto se aplica de recursos e o quanto se agrega, pois é de pleno conhecimento que os recursos são significativamente menores que as necessidades já constatadas. 5.5 – Reiterar que este processo de integração é um projeto de integração dos doze países e que o Brasil ao mesmo tempo que possuí obrigações multi-laterais tem, também, que desenvolver ações que conduzam a conclusão dos eixos que estão em seu território e de uma matriz energética que seja compatível com o crescimento econômico e social sustentável. 5.6 – Insistir na urgência de ser estabelecida uma ação permanente de consolidação de planejamento em todos os níveis (União, Estado e Município) com a mais ampla participação dos componentes protagônicos para a construção de uma política nacional de integração e que seja convergente com o desenvolvimento harmônico interno e a integração com a América do Sul, compatibilizado com a IIRSA, pois todos os estudos técnicos desenvolvidos nos demais continentes e na América do Sul nas últimas duas décadas, inserindo-se o CRIAS nas ações dos últimos dez anos, demonstram que a infra-estrutura física, a logística, a matriz energética e as comunicações antecederam a qualquer um dos processos de integração entre países e regiões e que tiveram êxito. 5.7 – Foi aprovado, conforme oferta do representante da CNI, que a 4a Reunião do PIFEC se realize dia 23 de novembro de 2005, quarta-feira, das 9:30 às 17:00 em Brasília, hospedado pela Confederação Nacional da Indústria. Antes do encerramento foi dado conhecimento da realização do “Fórum de Integração Energética-Eletrisul 2005 e que contou com a participação de delegações do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, estimando-se que nos próximos 60 dias estará no site da Federação das Indústrias do estado do Rio Grande do Sul os trabalhos apresentados e as recomendações do evento. Ao encerrar-se
esta 3a reunião do P.I.F.E.C registra-se o agradecimento ao BNDES
pela acolhida. |
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