A MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CRIAS
A cultura da integração Sul Americana
Porto Alegre foi a sede nos dias 16 e 17 de agosto do VI Congresso Internacional das Rotas de Integração da América do Sul, quando representantes do setor privado, embaixadores, ministros e integrantes dos governos dos países da América do Sul, da iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana, IIRSA, da Academia e de organismos de fomento estarão analisando e elaborando proposições a serem enviadas aos Chefes de Estado das doze nações e focadas na integração.
Juntamente com os temas de infra-estrutura física, de energia, de comunicações, da logística científica, a sustentabilidade e a cultura da integração serão debatidas.
Para os próximos cinco anos estão estimados cerca de 500 bilhões de dólares, para toda a sub-região, com recursos provenientes de fundos internacionais, parcerias públicos privadas, créditos recíprocos entre os países e também os recursos orçamentários.
Para que isto se concretize além de um eficiente planejamento estratégico e de organismos e pessoas comprometidas com a causa da integração, será fator crítico de sucesso a ação participativa da sociedade como um todo.
Para o CRIAS que há onze anos vem trilhando este rumo em busca da integração sul americana, os painéis e mesas redondas deste VI Congresso serão uma oportunidade que se concretiza em um momento ímpar. Os projetos começam a tomar forma e os recursos para bons projetos e onde as regras estejam claramente definidas e asseguradas são factíveis e a terceira componente, qual seja a de bem construir a cultura da integração nos doze países, tem um significativo exemplo de benchmarking em uma iniciativa de sucesso do CRIAS.
Esta iniciativa está em prática há três anos. É a força-tarefa do PIFEC, Processos de Integração Física, de Energia e de Comunicações, que tem se reunido trimestralmente com a participação de representantes do setor privado e do governo federal, a nível de ministérios. Este projeto será apresentado pelo CRIAS com a sugestão de que, respeitada as peculiaridades de cada um dos países, formem-se estas forças-tarefas e que sejam as mesmas um vetor convergente para construir o sistema de forças da Cultura da Integração.
Este sistema certamente nos levará a consolidar um modelo semelhante a União Européia. Alguns dirão que a América do Sul não é a Europa. Que nossas assimetrias são muito acentuadas e desembocando em outras afirmações do gênero. Efetivamente não somos a União Européia mas, mesmo lá, antes de se constituir esta União as diferenças entre países era terrivelmente acentuadas e hoje, além de um Banco Central a maioria dos membros adotou uma moeda única, com duas faces. Em uma está o símbolo de cada País e na outra, o Euro, preservando a individualidade e construída a unidade.
Para afastar o fantasma da assimetria, nada mais adequada que a expressão cunhada por Alvin Toffler: “O Mundo não se divide mais entre grandes e pequenos, direita e esquerda. Mas entre rápidos e lentos”.
Pela jornada já percorrida esta iniciativa do setor privado, através do CRIAS, neste VI Congresso Internacional das Rotas de Integração da América do Sul poderá ajudar a encontrar os meios para que sejamos rápidos na conquista da excelência e que consolide, também pela cultura da integração, a sustentabilidade de todos os países sul americanos e em vez de demorar mais 200 anos, poderemos concretizá-la em 20 anos.
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Joal Teitelbaum, Presidente do Comitê das Rotas de Integração da América do Sul. |
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